UM POUCO DA HISTÓRIA DA EDUCAÇÃO

Primeiro quero agradecer pela oportunidade e pelo tema, particularmente adoro a idade média em biografias, filmes etc.;
Ao princípio a idade média abarca um período de mil anos, desde a queda do império romano até a tomada de Constantinopla pelos turcos com a dissolução do império romano abriu as oportunidades para novos conceito e é isso que irei relatar.
O famoso império romano se fragmentou em vários reinos, e que conseguiu manter-se no ocidente onde foi dado o nome de império Bizantino com sua capital em Constantinopla, lá se prevalecia o latim mas com o tempo voltou a cultura grega por conta da forte presença da cultura grega e asiática, nesse período também se deu a criação da Igreja Cristã Ortodoxa Grega pela qual os bizantinos recusaram a autoridade do Papa de Roma, esse acontecimento ficou conhecido como Cisma do Oriente (separação das igrejas) .
Na minha opinião o profeta Maomé foi um grande articulador político para sua época, pois com a criação do alcorão ele conseguiu unir várias tribos que antes viviam em conflitos, pregando a conduta moral e religiosa mas sem perder seus principais talentos que eram as ações guerreiras.
Paralelo a tudo isso estava sendo formados os primeiro reino germânicos com os despovoamento das cidades e a migração para os campos que se estende até o século X, ponto crucial pois daí veio o renascimento das cidades e do comercio, bem como o ressurgimento das artes e das lutas sociais e religiosas.
Foi onde surgiu os Feudos que tanto estudamos em História a população se abrigava ao redor dos muros dos castelos em busca de proteção e em troca trabalhava para os senhores feudais, o surgimento suserania e vassalagem com isso os reis se enfraquecem dando poder aos nobres e a igreja (nobreza e clero).
Ai começa a ficar bom, com tudo isso a relação do comercio em ascensão surge uma nova classe “social” a nova burguesia do ponto de vista econômico e político começaram a se opor ao poder dos senhores feudais, bem como as heresias impostas pela igreja ortodoxa.
A igreja se sentiu ameaçada e então “mate todos que forem contra a igreja” dando início a “Inquisição ou Santo Oficio”, uma era negra para a igreja, com os reis se desentendendo a igreja fez o meio de campo dela (se organizar) com o intuito de forma monarquias nacionais e a contradição entre burgueses e nobres deu início ao Capitalismo.
E a Educação onde se encaixa no meio de todos esses acontecimentos?
Os bizantinos e o Islã se destacaram na educação por terem conseguido manter uma atividade cultural intensa, começando pela Universidade de Constantinopla onde orientava estudos de Filosofia e Ciências.
Os estudos religiosos eram feitos pelas escolas monásticas ou seja nos monastérios pelos monges.
E os árabes tiveram a educação intensificada com a criação da “Casa da Sabedoria” lá estudavam matemática, medicina, geografia astronomia e cartografia com divulgação das obras de Aristóteles, e foram ele que iniciaram as primeiras escolas primárias, para que os alunos conhecem o livro do Alcorão e se expandiram e tiveram forte influência nas cidades de Córdoba, Toledo, Granada e Sevilha na Espanha que se tonaram grandes centros e irradiavam cultura.
Percebi a grande diferença entre os dois modelos, os bizantinos onde a igreja que ditava o que podia e o que não podia ensinar, e o Islã onde eram “livres” da influência da igreja.
Mas como foi dito anteriormente os mosteiros onde guardavam verdadeiros tesouros da cultura greco-latina e foram as primeiras escolas pedagógicas do lado bizantino, com o renascimento carolíngio foram instituídas o trivium (ensino médio) e o quadrivium (ensino superior).
Com o fim das cruzadas o comercio volta a ter força os burgueses intensificam seus trabalhos e a moeda volta a circular forte com tudo isso as vilas se libertam aos poucos dos senhores feudais dando origens a novas cidades livres, ou seja, onde existia o poder do nobre e o clero contrapôs-se o do burguês, com isso fez se necessário modificações exigidas no sistema secundário pois até então a Educação era privilegio dos cleros, e os demais voltada ao ensino religioso, mas a burguesia queriam estudos voltados as suas práticas ( será que daí surgi o ensino técnico?)
A formação das gentes de oficio  para ser mestre-artesão e poder comercializar seu produtos, a pessoa tinha primeiro que comprovar que sabia executar o trabalho de forma hábil, e que tinha condições financeiras de comprar matéria prima, se aprovado, pagava uma taxa e recebia o título de mestre e a licença para trabalhar e montar seu negócio, onde ele tinha um aprendiz que não tinha salario trabalhava em troca de comida e moradia até poder comprovar seu talentos a coroa passar pelo mesmo processo de seu mestre e ai então montar seu negócio, mas com o passar do tempo a taxa era tão alta que só os filhos dos mestres é que conseguia o oficio (na minha opinião o governo se sentiu ameaçado e aumentou as taxas realmente para que a pessoa não evoluísse de classe ou seja continuassem pobres)
A formação militar, o cavaleiro recebia orientações para que somente manter a virtude de honra, fidelidade, coragem, fé e cortesia afinal para que querem um soldado inteligente e de opinião própria,
As universidades surgidas na Idade Média representaram um modelo novo e original de educação superior que exerce até hoje um importante papel de desenvolvimento da cultura.
No século XII, procurava-se ampliar os estudos de filosofia, teologia, leis e medicina, a fim de atender as solicitações de uma sociedade mais complexa, surgindo a necessidade de certos mestres.
A atividade docente na universidade era desenvolvida conforme o método da Escolástica, baseado na literatura e nas discussões, pelas quais os estudantes exercitavam as artes da dialética.
A universidade tornou-se centro de fermentação intelectual, a Igreja que mantivera a hegemonia da cultura e espiritualidade no Ocidente passou a ser afrontada, o temor provocado pelas heresias teve a difusão do ressurgimento da cidade. Como citado acima a Igreja conservadora resolveu instalar a Inquisição ou Santo Ofício, para apontar o “desvio da fé”.
As universidades entraram em decadência no século XIV, pelo dogmatismo decorrente da ausência de debate, resistindo às mudanças, tentavam manter a influência escolástica de recusa à observação e experimentação, das tendências que prenunciavam o nascimento da ciência moderna.
Na Idade Média as mulheres não tinham acesso à educação formal, a mulher pobre trabalhava muito ao lado do marido e permaneciam analfabeta, as meninas nobres só aprendiam algumas coisas quando recebiam aulas em seu próprio castelo, estudavam músicas, religião, artes liberais.
As meninas da burguesia começaram a ter acesso à educação apenas quando surgiram as escolas seculares.
No século VI os mosteiros recebiam meninas de 6 ou 7 anos a fim de serem educadas a consagradas servas de Deus, aprendiam a ler, escrever, ocupavam-se com as artes da miniatura e com cópia de manuscritos.
E o servo da gleba exerciam grande importância as peregrinações e as festas dos santos. Atingiam também o povo de modo mais direto era a poesia e a música, com predominância de temas religiosos.
A Patrística a filosofia dos padres nas igrejas em defesa da fé e da conversão dos não cristãos Filosofia Patrística (século I ao VII): a filosofia desenvolvida nessa época teve como objetivo consolidar o papel da igreja e propagar os ideais do cristianismo. Baseadas nas Epístolas de São Paulo e o Evangelho de São João, a escola patrística advogou a favor da igreja e propagou diversos conceitos cristãos como o pecado original, a criação do mundo por Deus, ressureição de juízo final.
Seguindo a Filosofia Platônica a igreja transcreveu várias obras, ou seja copiam, traduzem e selecionam textos para adapta-los a fé cristã igual fazem nos dias atuais todas as crenças mostram as partes que lhes convêm.
A Escolástica Filosofia da Escolástica (séc. IX ao séc. XV): nesse período ocorreu uma retomada de muitos princípios filosóficos gregos. A grande preocupação da igreja era aliar a razão e a ciência aos ideais da igreja católica. Nesse contexto, surgiu a teologia que foi uma ciência que buscava explicar racionalmente a existência de Deus, da alma, do céu e inferno e as relações entre homem, razão e fé
A diferença entre as metodologias são basicamente:
Patrística é uma corrente filosófica que surgiu na alta idade média, sua principal figura é São Agostinho e o bispo de Hipona que tentava conciliar a razão e a fé. Suas ideias baseavam-se em Platão, ele estabelecia uma relação entre O mundo das Ideias de Platão, com o Plano Divino.

Escolástica é uma corrente filosófica que surgiu na baixa idade média, tendo como seu principal representante São Tomas de Aquino, suas ideias baseavam-se em Aristóteles. No geral sua tese era que sem fé não se alcança a razão, pois a fé auxilia a razão sem ela não é possível entender o sentido do mundo físico.
A respeito da pedagogia São Tomas de Aquino, a educação é uma atividade que se torna realidade aquilo que é presencial ou seja a potencialização da criança no processo que o próprio educando desenvolve com o auxílio do mestre.

Conclusão
Aqueles que refletiam sobre questões pedagógicas só os fez por serem movido por interesses considerados mais importantes como a interpretação dos textos sagrados e combate a heresia a educação surgia para um fim maior “A salvação da Alma” ou seja para a sobrevivência da igreja.
O modelo da humanidade tinha como objetivo a alta espiritualidade, mas com e expansão do comercio e a influência da burguesia surge uma educação mais realista soprando assim um novo período HUMANISTA E RENACENTISTA que se aproximara.

Referencias:
ARANHA, Maria Lúcia de Arruda. História da Educação e da Pedagogia: geral e Brasil. 3.ed. rev. ampl. São Paulo: Moderna, 2006

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